Archive for March, 2009

PAGODE NÃO, PAGODA.

Posted in Dirty Sheep Music with tags , , , on March 31, 2009 by gugagessullo

Michael Pitt é um bom ator. Apareceu em Dawson’s Creek, tudo bem, mas depois mandou bem no A Vila, Os Sonhadores e mais recentemente no Last Days de Gus Van Sant que conta os últimos dias de Kurt Cobain. E ainda teve Funny Games US, que é sensacional. Bom, o Michael Pitt tem uma banda que se chama Pagoda e tudo começou depois de Last Days onde eles participaram da trilha sonora do filme. Apesar de ser quase uma ode ao Nirvana, o 1º CD deles é excelente.

Esta música é do Last Days.

E esta aqui, do CD deles.

DIRTY MONDAY

Posted in Dirty Monday with tags , , , on March 30, 2009 by gugagessullo

DIRTY MONDAY chegou atrasado e de mal-humor. Mas trouxe coisa boa, a “volta” do Soundgarden. Foi na turnê Justice For All do Tom Morello em Seattle, no lendário Crocodile Cafe. A banda inteira, menos Cris “Timberlake” Cornell, subiu ao palco e junto de TAD, mandaram 3 músicas. Confira Spoonman.

E foi do jeito de uma segunda, meio tosco, meio improvisado, mas nervoso.

Arnold e suas negas.

Posted in Dirty Sheep General with tags on March 27, 2009 by gugagessullo

Governandor da California. Conan. Exterminador do Futuro. Irmão gêmeo de Danny de Vitto. Ele já foi de tudo, até participante de um programa de encontros na TV. Senhoras e senhores, Arnold Schwarzenegger.


Mundo Monstro

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags , , on March 27, 2009 by gugagessullo

Tira enviada pelo Ronnie.

Autor: Adão Iturrusgarai

 

ronnie

À l’affiche

Posted in Dirty Sheep Cinema with tags , , , , , , on March 26, 2009 by gugagessullo

Os ultimos filmes que vi. Quem tem indicacoes ?

 

 

choke1

Choke. Baseado no livro do escritor de Clube da Luta, Chuck Palahniuk. Esperava um filmao, o livro é bom demais e tinha Sam Rockwell. E foi ele quem salvou um pouco a presepada do roteirista e do diretor. Tem cenas otimas, hilarias, mas acho que o diretor ficou com medo de repetir o visual de David Fincher em Clube da Luta. Resultado: uma bosta!

 

 

synecdoche

Synecdoche, NY. O melhor filme disparado que eu vi ano passado. Charlie Kauffman é um gênio, o cara fez Quero Ser John Malcovich, depois Adaptaçao e depois Brilho Eterno de uma mente sem lembranças. É tao foda esse filme que nao da nem pra fazer resuminho, tem que ver e pirar.

 

 

rocknrolla

Rock n’ Rolla. Gosto pra cacete do Guy Ritchie, mas tinha detestado os seus ultimos 2 filmes. Mas um cara que havia escrito e dirigido 2 Canos… e Snacth nao podia decepcionar mais uma vez. Mandou muito bem neste filme, mas mais pela camera do que pela historia. Achei o final meio bobo. Mas gostei bastante. A cena do russo correndo atras do Gerard Butter é foda!

 

 

watchmen

Watchmen. Fui ver no IMAX, tinha lido o graphic novel e ainda duvidava se eu tinha gostado mesmo. Até faltei no trabalho este dia e fui numa 2a, num horario esquecido no meio da tarde. O filme adaptou fielmente. Mas o melhor foi a trilha sonora, excelente. Filme de heroi para adulto. Mas minhas duvidas continuam, nao sei se gosto do final, seja do gibi, seja do filme.

 

 

lars-and-the-real-girl

Lars and the real girl. Ryan Gosling sempre escolhe bem os seus papéis, fez Half Nelson e foi indicado ao Oscar pelo papel do professor frustado viciado em drogas. Lars and the real gril é outra pérola do ator. Resumindo: um cara solitario, timido compra uma real doll e começa a ter uma relaçao como se a boneca fosse uma pessoa real. E o mais legal é como a cidade recebe a nova habitante.

 

 

one-week

One Week. Acabou de estrear aqui nos cinemas, é um filme feito por um canadense para o canadense. Mas descobri quantas coisas bonitas o pais aqui tem. A historia parece banal, o cara descobre um cancer terminal e tem 1 semana para aproveitar a vida. É ai que ele parte para uma viagem para o Leste do Canada e redescobre varias coisas. Joshua Jackson, que faz o seriado The Fringe do J.J Abrams estrela o filme. 

Funny Games U.S

Posted in Dirty Sheep Cinema with tags , , , , on March 26, 2009 by gugagessullo

 

Este filme passou totalmente despercebido por aqui, peguei direto na locadora. O diretor é o Michael Haneke, que fez o excelente Caché em 2005. O mais interessante é que Funny Games U.S é uma regravaçao de um filme feito pelo mesmo diretor em 1997. Haneke quis fazer uma versao americana de seu filme, exatamente igual a versao anterior, mesmos dialogos, mesmas cenas, enquadramentos etc. O original é muito bom, a regravaçao nao deixa nada a desejar.

 

A explicaçao do fracasso comercial do filme é obvia. É quase uma tortura ao expectador. Mas é esse o intuito do diretor.  Com a versao original, Haneke queria reproduzir o impacto que o filme Salo ou os 120 Dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini, tinha tido sobre ele. Haneke queria uma reflexao do mundo, da violência e da degradaçao do homem pelo homem. Vale muito a pena ver este filme. E o elenco é bom, tem Tim Roth, Naomi Watts e Michael Pitt.

 

 

 

Miguel

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags on March 25, 2009 by gugagessullo

Dani chegando em casa. Jogo rolando…

 

Nadando contra.

Posted in Dirty Sheep General with tags , , , on March 25, 2009 by gugagessullo

 

Eu nao havia entendido a piada do Ben Stiller no Oscar deste ano, quando ele apareceu barbudo e monossilabico para apresentar um dos premios. E toda a plateia rachou o bico. Fui pesquisar e, desculpem se estou atrasado, Ben Stiller fez uma piada em relaçao a apariçao do ator Joaquin Phoenix no programa Late Show with David Letterman.

 

Joaquin Phoenix, que fez Jhonny Cash em Jhonny & June, decidiu encerrar sua carreira de ator. E nao so isso. Decidiu investir na carreira musical e agora faz pequenos shows de hip hop pelos Estados Unidos. O ator tem um passado pesado com drogas e os boatos é que o cara pirou de vez. Nos shows que ele anda fazendo, muitas vezes nem consegue terminar o repertorio. Na entrevista abaixo, onde tudo começou, da pra ver que ele esta bem diferente mesmo. Mas, pegando embalo no texto da Lya Luft do post anterior, eu me questiono quanto ao novo Joaquin Phoenix. O cara ta remando contra a correnteza e o que a gente vê ? Imprensa, atores, todo mundo metendo o pau e julgando, é claro.  Ainda mais porque ele nao responde os “porques” de sua decisao nas entrevistas e isso sempre indigna quem ta indo com a maré. Deixa o cara em paz!

 

Liberdade, deveres, existência.

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags , , , on March 24, 2009 by gugagessullo

Ronnie, valeu pelo texto, excelente! Merece ser compartilhado.

Liberdade não vem de correr atrás de ‘deveres’ impostos de fora, mas de construir a nossa existência

Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.

Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha , mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.

Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de e nganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?

Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele res ort?

Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de corre r angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito. Lya Luft é escritora

Company of Thieves e Neko Case

Posted in Dirty Sheep Music with tags , on March 24, 2009 by gugagessullo

A batida inicial é meio Cody Chesnutt. O refrão me lembrou um Concrete Blonde mais catchy (o refrão da Heal it Up beeeem mais suave). Às vezes meio bobinho, às vezes com uma boa pegada. Resumindo, é um pop bem feito. Me lembrou anos 90. E por isso que achei legal. No meio de tanta mesma coisa que o indie traz, às vezes ressurgir com um pop bacana parecido com o que foi feito lá trás é mais original do que ser indie, não?

Aproveitando o gancho de quem tá no vocal é uma mina, mais uma que manda muito bem, Neko Case. Apesar do rótulo horrível, bobo, safado que colocaram na música dela – alternative-country – eu adorei o som que ela faz.