Uma historia de John The Smoking Gun

Diario de John The Smoking Gun, março 2009

Fazia um frio dos diabos ! Eu vestia cueca, um minhocao e uma calça. O peido saiu e atravessou a cueca, facil como sempre. Mas ele fincou terreno entre o minhocao e a calça, ficou escondido ali, como uma moréia. Até ai eu tava sossegado, nao tinha dado conta que o peido tinha se escondido, pra mim, ele tinha seguido o caminho natural : saido do cu, atravessado a cueca, o minhocao, a calça e finalmente se dissipado no ar. Pra mim, ele tinha sido inodoro, e fiquei feliz por isso. Mas horas mais tarde quando me levantei pra buscar um copo d’agua, a moréia saltou do buraco e chicoteou em velocidade pra fora da calça. Veio o odor inegualavel de peido marinado que tomou espaço ao redor de todo o meu ser. Eu cheirava bosta. Foi naquele exato momento que o patrao se aproximou de mim para fechar negocio. «Porra !», ele disse. «Matadores nao cheiram a merda». Eu havia vacilado e perdido um contrato, cheiro de merda nao traz respeito, nunca mais peidei em serviço.

 

Mas hoje a situaçao tava complicada, bendito frango com molho do Domingo. Eu havia enchido a pança de peito, coxa, asa e ainda forrei o recheio com batata frita. Eu te digo meu amigo, acordei e o frango tava vivo na cueca, batendo asa. Era como se minha cueca tivesse forrada de pena. E nao era uma cagada matinal que consegueria limpar o que tava dentro de mim, ia demorar pro frango sair inteiro.  Pensei em tirar o dia de folga, me hidratar, comer leve e deixar o bichao sair com naturalidade e no seu tempo, mas eu tava liso de grana e aquele serviço era um belo caixa. O serviço ia me garantir pelo menos uns outros cinco contratos. Lacrei bem a cueca, botei um modes pra segurar qualquer freiada e sai de casa com o frango batendo asa.

 

«Sem peidar no carro», pensei. Pelo menos, era so cueca e calça, sem o minhocao. Mas é que peidar em carro é como peidar trancado num quarto, o odor bate, toma forma e espaço e você se acostuma la com ele. É dois ou três peidos sem vergonhas e ja é tarde demais, impreguina na roupa, no cabelo, na pele e você so se da conta quando sai. Segui firme até meu destino e admito que a cada brecada com o cu, voltava um soco quente pra dentro de mim.

 

Cheguei no lugar na hora marcada e com foco. Entrei, recebi o dossier, fiz as perguntas de praxe, confirmei o deadline, acertei a forma de pagamento, apertei as maos e sai. Ah, se todas as reunioes no mundo fossem com um peido travado no cu de cada participante. No caminho de volta soltei o breque e peidei sem do, meu destino era minha casa, mais presisamente, o trono. Estacionei e subi em disparada, o frango ja tinha virado urubu e beliscava a cueca sem parar. Entrei em casa e acelerei pro banheiro. Arriei a calça em euforia e deixei o bostelhao sair livre, entre intervalos prazerosos de peidos corneteiros. Suspirei em alivio, apertei a descarga com o cotovelo e saboreei a vitoria por alguns minutos. Hoje eu ia limpar a bunda é no chuveiro, eu merecia depois daquilo.

 

One Response to “Uma historia de John The Smoking Gun”

  1. Marcelo Cavalcante Says:

    Noooooooooossa, nunca ri tanto com um assunto tão delicado… hahahahahahahaha

    Lembra no caso ESPM? Eu, recém chegado na área dando caronosa pra você, morrendo de vergonha de ter que parar o carro. Cara, como foi engraçado!

    Você é demais, faz muita falta por aqui🙂

    Beijo.

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