Funny Games U.S

 

Este filme passou totalmente despercebido por aqui, peguei direto na locadora. O diretor é o Michael Haneke, que fez o excelente Caché em 2005. O mais interessante é que Funny Games U.S é uma regravaçao de um filme feito pelo mesmo diretor em 1997. Haneke quis fazer uma versao americana de seu filme, exatamente igual a versao anterior, mesmos dialogos, mesmas cenas, enquadramentos etc. O original é muito bom, a regravaçao nao deixa nada a desejar.

 

A explicaçao do fracasso comercial do filme é obvia. É quase uma tortura ao expectador. Mas é esse o intuito do diretor.  Com a versao original, Haneke queria reproduzir o impacto que o filme Salo ou os 120 Dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini, tinha tido sobre ele. Haneke queria uma reflexao do mundo, da violência e da degradaçao do homem pelo homem. Vale muito a pena ver este filme. E o elenco é bom, tem Tim Roth, Naomi Watts e Michael Pitt.

 

 

 

3 Responses to “Funny Games U.S”

  1. marcelo alves Says:

    qual a diferença dos horrores que vimos aqui no brasil sobre crianças arrastadas no asfalto por bandidos covardes que roubam para manter-se drogados ou crianças baleadas por policiais tão covardes quanto os bandidos que deveriam enfrentar? a diferença é que o garoto que morre no filme, vai retirar a maquiagem e tocar a vida, enquanto o cenário da vida real aqui no nosso pais não permite retoques na maquiagem… se a intenção do diretor era efetivamente impactar a platéia ele poderia aventurar-se nas favelas do terceiro mundo e fazer um documentário sobre a vida dos que tentam ser honestos em meio a tanta violência… documentar o cotidiano trágico desse povo, por todo o mundo, da africa ao brasil, da china ao iraque, não importa o local, seria sim impactante… para mim este é mais um filme de violencia gratuita que pode ter algum efeito para publicos europeus ou americanos, por aqui basta ver o noticiario… o que me faz pensar que o filme pode ter lá seu mérito, quem sabe os gringos não precisam lembrar-se que em situações de extrema tensão somos todos iguais, não importa de onde vc seja ou quanto dinheiro tem no seu bolso…

  2. luciana zacchi Says:

    só de pensar nesse filme sinto arrepios. fiquei o filme inteiro tensa.
    concordo com o marcelo que para paises, onde a violência cotidiana mata mais que guerras, a violência do filme é “fichinha”.
    mas de toda forma, achei o filme interessante sob o aspecto que aquela é uma familia “real”, familia rica, mas muito real, e como ‘o outro’ pode a desestabilizar como e quando quiser.
    não importa o dinheiro, nessas horas, todo mundo é igual mesmo.
    a violência é mesmo gratuita, mas é como ela vem muitas vezes, não é?? aquela que vem de uma sociedade cada vez mais pertubada…

  3. Marcelao, na minha opniao o filme tem exatamente este proposito de mostrar esta violencia gratuita, por isso que choca. Nao se explica a violencia dos 2 caras, eles simplesmente fazem. Mas se vc olhar pelo lado simbolico, como se os moleques representassem a violencia, talvez vc tire outras coisas dali. A familia é tambem responsavel pela violencia que bate na porta deles. É como a violencia no nosso pais, tambem tem culpados, a gente senta a bunda na TV e reclama dos noticiarios (muitas vezes sensacionalistas) mas a gente sem perceber é culpado pela violencia que nos amedronta. Eu, vc, uma penca de gente, trabalha prum sistema que gera miseria, desigualdade, injustiça, violencia e o cacete a quatro. É a gente que faz girar a maquina. A violencia parece gratuita, mas nao é, ela ta de certa forma “dando troco” por ai…e sai atirando mesmo.

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