Mulheres de Atitude – PJ Harvey

 

pj-harvey22Eu acompanho a carreira de PJ Harvey há um bom tempo já, mas foi o Léo Lessa quem me impulsionou a entrar de cabeça no universo de sua música. E como é bom. PJ Harvey é a dama do rock, mulher sempre fora dos holofotes da mídia, artista genuína, vem com raiva, vem com calma, vem sempre trazendo algo de novo, é daquelas artistas inquietas. Se minha vida tivesse uma trilha sonora, PJ Harvey tinha duas ou três faixas garantidas.

 Polly Jean Harvey nasceu em 1969 numa pequena cidade da Inglaterra. E lá, a pequena Polly trabalhava na propriedade rural da família. Sua principal tarefa? Castrar ovelhas. E ouvir blues. Sua família colocou PJ desde pequena em contato com a música.

A carreira de PJ Harvey é algo que não se pode rotular de nada. Começou no inicio dos anos 90 com álbuns pesados, agressivos. Dry, seu primeiro trabalho explora temas complexos do universo feminino de forma crua e direta. E o seguinte, Rid Of Me, um dos mais importantes e influentes trabalhos da sua carreira, tem uma atmosfera pesada e canções sobre possessividade, loucura e vários temas de comportamentos humanos extremos. Foi considerada a musa do grunge. E não gostou do rótulo.

Com To Bring You My Love, PJ chegou ao patamar de um dos maiores ícones da década de 90. Experimentou climas mais envolventes e uma sonoridade muito mais complexa e refinada, com influência massiva de blues. Ainda em 1995, lançou um trabalho com John Parish, Dance Hall At Louse Point, uma mistura experimental de blues e folk. Em 1998 lança Is This Desire?, depois Stories From The City, Stories from the Sea, um disco urbano inspirado em Nova Iorque. Thom Yorke, do Radiohead participa deste álbum fazendo backing vocal em duas músicas e um dueto com PJ em “This Mess We’re In”.

Logo em seguida, veio Uh Huh Her, um álbum produzido inteiramente por PJ e muito mais intimista que o anterior. Mais foi com White Chalk, de 2007, que ela decola radicalmente do seu estilo (ou estilos). White Chalk é sem guitarra, cheio de baladas em piano. E é isso que torna esta artista uma mulher de atitude, uma artista genuína.

Este ano, ela acaba de lançar um álbum em parceira com John Parish, A Woman A Man Walked By. É um álbum que eu ainda estou escutando e ainda não tenho uma opinião muito bem formada, mas o primeiro single, Black Hearted Love, é foda e abre o disco dando a entender que PJ quer revistar um pouco do que já fez mas ao mesmo tempo, não. Não sei, difícil de explicar. Difícil de explicar PJ Harvey.

Então, vamos escutar a dama que é o que interessa.

White Chalk do álbum de mesmo nome

C’om Billy do álbum To Bring you my love

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