Archive for September, 2009

No DVD do ovelha.

Posted in Dirty Sheep Cinema with tags , , , , , , , on September 29, 2009 by gugagessullo

gogetterTHE GO-GETTER. Quase todos os filmes que vejo ultimamente, ela aparece. Zooey Deschanel, a princesa dos filmes independentes americanos. Outro recente que ela fez é o bom  500 days of Summer. E todos os filmes que ela participa, a trilha sonora é excelente. Acho que alias isso deve ser um fator determinante na escolha de um papel para Zooey pois ela mesma tem uma banda, o She and Him com M. Ward. Tudo isso pra dizer que sou suspeito para falar de um filme que ela participa, geralmente gosto de todos. The Go-Getter é um road movie que conta a historia de um jovem que decide roubar um carro e partir da sua cidade/vida monotona em busca do seu meio-irmao mexicano. E a historia fica boa quando a dona do carro (Zooey), começa a ligar pro celular que ela esqueceu no banco de tras. Começa uma relaçao telefônica interessante entre os dois enquanto ele viaja em busca do irmao. Além do fundo romântico, o personagem do “jovem ladrao”, interpretado por Lou Taylor Pucci (The Thumbsucker), carrega e bem o filme.  E vale também porque o filme é todo estiloso e cheio de imagens bonitas. Com uma trilha espetacular de M. Ward, parceiro da Zooey no She and Him.

 

2days2 DAYS IN PARIS. Você conhece o ator Adam Goldberg? Se nao pelo nome, certeza que você ja viu algum filme que ele interpreta um paranoico, é sua especialidade. Ele esta no elenco de The Unusuals, nova série da ABC. E na série, faz um policial paranoico. Participou do classico Dazed and Confused. Na pele de um jovem paranoico. E o cara é bom, muito bom no que faz. No 2 Days in Paris, escrito, dirigo e atuado por Julie Delpy, é ele que carrega o filme nas costas. Os dialogos sao bons, a historia também, mas a Julie Delpy exagerou um pouquinho na irrealidade dos dialogos, quis paracer demais um Antes do Por do Sol, um Antes do Amanhecer. A paranoia de Adam Goldberg salva o filme. E me deu vontade de ir atras de mais filmes dele, pra ver se é paranoia minha que ele é sempre assim paranoico.

 

bartBART GOT A ROOM. Aluguei o filme convencido que ia ser uma daquelas boas comédias como SuperBad e Adventureland. Mas é uma bosta. O diretor quis fazer o seu Napaleon Dynamite e acabou se dando mal. Resumo : historia ruim com final tosco, querendo passar moral. E o filme foi bem cotado, vai entender. Danny Stein esta a alguns meses do baile de formatura e nao tem par. Tem na mao a sua melhor amiga, uma nerd que cresceu junto com ele, mas Danny quer dar o pulo do gato, quer achar a garota com a qual tem certeza que vai conseguir transar. Até Bart, o cara mais nerd da escola, ja tem par e um quarto de hotel alugado para a noite do baile.  O filme nao chega a ser um besteirol, quiseram fazer uma comédia adolescente inteligente, mas é sem graça. So o Bart se deu bem nessa.

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E no dia da Paz, a pomba falhou.

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags on September 29, 2009 by gugagessullo

O papa é pop

Posted in Dirty Sheep Loves it! on September 27, 2009 by gugagessullo

O Inri Cristo sempre foi uma piada.

Agora, suas seguidoras-obreiras Asusana & Alibera passaram do limite.

Vejam abaixo duas músicas que elas cantam em homenagem ao velho messias, a 1ª é uma versão de EYES OF THE TIGER e a 2ª REHAB de Amy Winehouse. Ria meu amigo, só rindo.

 

El Argentino

Posted in Dirty Sheep Cinema with tags , , , , on September 23, 2009 by gugagessullo

El Argentino

 

che_el_argentino_-_600A revoluçao é um filho que quer mudar o pai. Ela nao quer matar o pai, afinal é para ele que ela quer se mostrar. Basicamente, uma revoulçao so existe em razao de uma causa, assim como pai e filho.  Revoluçao é a pureza da idéia. E é exatamente esta pureza que se dissipa tao facilmente quando a revoluçao termina, quando a revoluçao toca o poder. No filme El Argentino, isso fica exposto na ultima cena do filme quando apos a tomada de Santa Clara por Che e seu grupo, que antecede a chegada do triunfo em Havana e a consolidaçao da revoluçao na ilha, meia duzia de guerrilheiros « confiscam » um conversivel que ficou largado na cidade e saem festejando rumo a Havana. Che intercepta os guerrilheiros com sua autoridade de lider, da aquele esbrega e diz « Incrivel » num tom de decepçao. A pureza da idéia se foi.

 

Depois da tomada do poder, Cuba pouco a pouco volta a ser engolida pelo imperialismo, o mesmo que eles lutaram com armas em punho para expulsar do Pais. Hoje vemos em Cuba, em cidades como Varadero, resorts 5 estrelas all-you-can-eat em frente ao mar azul turquesa repleto de turistas, a nova versao da invasao estrangeira. É triste. É triste ver um onibus lotado parar em frente a um bar de salsa e os turistas descendo em massa sedentos por uma cuba libre. O sistema volta a engolir tudo, ele da seu jeito, de outra forma, de outra maneira. Acho toda e qualquer revoluçao essencial, mas meu ponto é que temos de parar de tentar ver a solidez, o fisico da revoluçao. O importante sao as ondas que se propagam e permeiam novas revoluçoes, maiores ou menores. Na musica é assim também. Como o proprio Che propagava em seus discursos, a idéia do homem-feito é cria do sistema em que vivemos, o livre arbitrio é nada mais que um leque de opçoes dada pelo sistema. Talvez foi por isso que no livro Admiravel Mundo Novo de Audous Huxley, o selvagem que representa o ser puro acaba louco e finalmente se enforcando, isolado. Che era a pureza da idéia. Me perguntaram ontem apos o filme : « Se Che estivesse vivo hoje, ele estaria como ? » Eu respondi « Morto. » Nao morto como Fidel, morto mesmo. A pureza da idéia da revoluçao é que o levava adiante, ele sabia (soube) que se parasse e aceitasse um cargo facil no governo cubano, ia ser extramente doloroso ver a idéia se transformar tanto. E partiu para uma outra revoluçao. E morreu lutando, enforcado pela idéia. El Argentino é um bom filme, que trata da historia do revolucionario e nao do mito. E a performance de Benicio del Toro é muito boa (e que bom que ele nao foi indicado ao Oscar) E agora, falta ver a 2a parte esta noite, Guerrilla, sentando no meu sofa do IKEA, engolido.

Música do dia

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags , on September 21, 2009 by gugagessullo

Apesar do tom sombrio, aqui é uma homenagem a Layne Stanley. E não podia ser diferente. Uma das interpretações mais marcantes para mim.

We chase misprinted lies
We face the path of time
And yet I fight
And yet I fight
This battle all alone
No one to cry to
No place to call home

Oooh…oooh…
Oooh…oooh…

My gift of self is raped
My privacy is raked
And yet I find
And yet I find
Repeating in my head
If I cant be my own
Id feel better dead

Oooh…oooh…
Oooh…oooh…

PEARL JAM TAKEOVER

Posted in Dirty Sheep Loves it! on September 18, 2009 by gugagessullo

bCKPearl Jam lança Backspacer este domingo, 20 de setembro.

Olha este especial que a Paste Magazine fez sobre a banda. Sensacional! Clique aqui

Trechos do novo cd, as lutas memoráveis contra o sistema, documentários…

PEARL JAM TAKEOVER!

Aquela coisa de casamento

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags on September 16, 2009 by gugagessullo

Aquela coisa de casamento

por Antonio Prata, Seção: Crônica do Metrópole 15:59:42.

 

Publicado na Revista Espresso

 

Quando você vai ver, seu nome está numa mesa, com uns amigos do pai da noiva que você nunca viu antes: um general reformado, um ex-diplomata que serviu muitos anos no Laos, a esposa do diplomata e um casal de engenheiros químicos que trabalham na indústria farmacêutica.

 

Felizmente, todos estavam animados, empenhados em criar um ambiente agradável e não demorou para encontramos um terreno comum: viagens. Nem dois minutos depois de sentarmos, estávamos todos concordando, entusiasticamente, com a afirmação do general reformado – Eurico, era seu nome – de que poucas coisas evoluíram tanto, nos últimos anos, como as malas. Eurico, que havia servido na aeronáutica, enumerou o que, a seu ver, foram a três grandes revoluções, nessa área: o surgimento das rodinhas, nos anos sessenta, a mudança das rodinhas da parte de baixo (o lado maior do retângulo) para a lateral, nos anos noventa e, recentemente, a introdução das rodinhas que giram. A engenheira química disse que, para ela, o aparecimento dessas malas duras, metálicas, era tão importante quanto as rodinhas, mas diante do repúdio geral dos comensais, foi forçada a recuar e admitir que a mala dura, embora importante, era um advento menor na história das bagage ns.

 

“A história de evolução das malas é a história da evolução da democracia”, disse o ex-diplomata e, diante de nossos olhares curiosos, deu uma brilhante palestra sobre o assunto, que nos levou da salada à sobremesa, sem que percebêssemos a passagem do tempo. Há cem anos, disse ele, viagem era programa de gente muito rica, que não carregava a própria bagagem. Tinham serviçais pra isso, então levavam tudo em baús ou até caixotes de madeira, sem alça. Com a ascensão das classes populares e a extensão do lazer a amplas camadas da população, especialmente da década de cinqüenta em diante, as pessoas passaram a carregar as próprias malas. Foi aí que o mercado percebeu que era um bom negócio torná-las mais práticas. A química disse que não era coincidência, portanto, que as rodinhas tivessem surgido na década de 60, quando os baby-boomers atingiam à maioridade, e seu aparte foi muito bem vindo (acabando com a pequena desarmonia que havia, entre ela a mesa, desde o comentário sobre as malas duras). Eu perguntei se alguém sabia quando e quem havia inventado a mochila. Parecia-me coisa de americano, o ápice da comodidade e do individualismo. O engenheiro químico, que disse ser um fã de westerns, sugeriu que a mochila era uma evolução do alforje, aquela bolsa que os cowboys levavam sobre as selas de seus cavalos, e diante da discussão que iniciou-se, sacou seu blackberry para googlar “back pack”, mas foi justamente aí que começou a tocar New York, New York, o pai da noiva a tirou para dançar e fomos todos para a pista, ver mais de perto.

 

Ainda cruzei os quatro, outras vezes, e houve um momento em que eu, a mulher do diplomata e o general dançamos YMCA, mas não voltamos a trocar palavras. Aquela coisa de casamento.