No DVD do ovelha

Filme novo de Atom Egoyam, diretor canadense, que estava aliás na Mostra de Sao Paulo deste ano. Não conheço a fundo a carreira do diretor, mas vi alguns filmes e percebi que ele é um exemplar contador de histórias. Adoration é uma história dificil de ser contada, que envolve relações multi-culturais, familia, internet, adolescência e até 11/9. Olha, e o filme é muito bom. A idéia central  gira en torno de um adolescente que, apoiado pela sua professora de dramatização, inventa uma história ficticia sobre a morte de seus pais. Ele passa a levar a fundo o projeto, tanto que acaba convencendo a todos que a histoóia é realmente autêntica. Mas isso é só a grande faixada por trás de muita coisa. O ator Scott Speedman (do seriado Felicity) esta em um dos seus melhores papéis.


Já tinham me avisado que o filme era bom, mas você sabe, a gente tem ainda certos preconceitos na vida e cinema brasileiro é um para mim. Tomei um rapa. Estômago é de longe o melhor filme brasileiro que vi depois de Nào por Acaso. Raimundo desembarca sem nada em São Paulo, mas logo consegue um emprego num boteco sujo do centro. E é la que ele descobre seus dotes culinários. O filme intercala este começo e o fim, onde Raimundo está preso. A história avança nos dois extremos até o momento crucial que explica o motivo de sua prisão. Filme divertido e sério, com bela atuação do ator João Miguel (Cinema, Aspirinas e Urubus) que já foi fisgado pela Globo e agora anda interpretando personagens meia-boca. Prepare seu estömago pra fome que vai dar vendo o filme e pro final, claro.


Porque o Clive Owen não foi escolhido como James Bond? Ele é o cara. Eu gosto dos papéis que ele faz e acho o cara bom ator. Duplicity nem tava na minha lista de filmes pra ver, pelo trailer imaginei uma historinha boba sobre dois criminosos que se amam, mas fui na dica do Rafa que insistiu. Agora eu também tou na turma dos que vai insistir pra você ver. Espionagem corporativa, excelente mote. O que não se faz pelo poder? A cena inicial que abre o filme com Paul Giamati e Tom Wilkinson, dois rivais corporativos, se estapeando em camera lenta é sensacional. Julia Roberts faz o de sempre e nem esta tão bela assim. Paul Giamiti excelente com aquela cobiça desenfreada. Tom Wilkinson mandou bem como um corporativo capaz de tudo. E Clive Owen, porque não foi escolhido pra ser o James Bond?


Wait til you’re older. Esperava pouco do filme, a sinopse dizia ser uma fábula. E o filme começou com piadas orientais sem graça, efeitos especiais bregas e uma historinha dificil de embalar. Mas o filme tinha Andy Lau, aquele ator que fez Infernal Affairs (filme origem de The Departed) e Brothers. E ele toma as redeas do filme. O filme conta a história de um garoto que não aceita a madastra de jeito nenhum, vive fugindo de casa. Odeia sua infância e os problemas em casa. Certo dia, descobre uma poção que o faz crescer e virar adulto da noite pro dia. E o menino acorda como Andy Lau, que começa a dar um ritmo bom pro filme. Mais um filme pra prestar atenção nos japoneses. As fábulas ocidentais tem sempre uma fórmula com muita moral no final. Essa aqui também mas…é diferente, é um tapa na cara da criança!


Todo ano inúmeros filmes sobre o nazismo e o holocausto sào lançados. A maioria cai na mesmice, como The Reader. Raros caem na originalidade, como The Inglorious Basterds. E tem aqueles que você começa a ver com a nitida certeza que sera mais do mesmo e te surpreende completamente, como o excelente The Boy in the Stripped Pyjamas. O filme conta a história do pequeno Bruno, filho de um soldado nazista. Logo no começo do filme, Bruno muda-se com a familia para uma casa no campo, seu pai agora toma conta de um campo de concentração. O menino não tem idéia do que isso seja, acha engraçado os judeus vestidos com aquela roupa listrada de prisioneiros, pensa que o campo de concentração é apenas uma fazenda. A inocência da infância frente a barbaridade que se passa diante dos seus olhos. Um final espetacular, sem medo de ser feliz. Acho que é isso: filme sobre nazismo pra ser bom, tem que ser fora de Hollywood. E da Globo, porque Olga também não dá.

My Sister’s Keeper é um novelão global em Hollywood. Muita coisa legal no filme, mas o drama é carregado ao extremo, cenas feitas pra fazer chorar e, final de novela. Tosco. Cameron Diaz não convence como atriz. A menina de Pequena Miss Sunshine (Abigail Breslin) convence. E o Alec Baldwin também está bem no filme. O Jason Patrick, de Garotos Perdidos e Speed 2 reaparece nas telas. Agora…falando de novelas, Sofia Vassilieva, a atriz que faz o papel da menina com câncer, deixa a Caroline Dieckman de Por Amor no chinelo. Vejo muito algum roteirista global vagabundo pegando esta história e transformando em novela das 8, com Daniele Winits no papel da Cameron Diaz. Vejo o nome de Manoel Carlos na abertura de Hans Donner. Vejo, infelizmente, o Brasil inteiro parando pra ver o íltimo capítulo.

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