Broxante


Por Marcelo Rubens Paiva

Me explicaram ontem o sucesso da saga CREPÚSCULO, que esgota livros e lota os cinemas.

Fiquei chocado.

Trata-se da história de vampiros virgens, politicamente corretos e vegetarianos, escrita por uma autora conservadora MÓRMON.

O vampiro gato só vai morder e chupar o sangue da gatinha depois de se casar com ela [NO TERCEIRO LIVRO]. Apesar dos apelos dela no SEGUNDO livro.

Nem o LOBISOMEM papa a mocinha, por respeito aos bons valores do celibato.

E não comem carne de animais, apenas chupam o sangue deles.

O livro-filme é adotado pela onda conservadora que varre a nova geração, que retoma o tabu da virgindade.

É uma afronta ao espírito libertário e provocador do personagem vampiresco, que suga o sangue das virgens e as amaldiçoa, arquétipo europeu comum à civilização ocidental e da modernidade, síntese da luta desejo versus moral.

E o galã do filme é considerado o ator mais sexy do momento. Então as menininhas assistem à LUA NOVA, babam e se recolhem.

Ainda bem que vim de outra geração.

VIVA MICKEY ROURKE!!!

One Response to “Broxante”

  1. Rodrigo Vidal Ferraz Says:

    lendo isso chego a uma conclusao filosofica:
    essa merda de Crepusculo é uma bosta!

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