No DVD do ovelha

9. Animação existencial produzida por Tim Burton e dirigida por Shane Acker. Tudo começou com o curta-metragem de mesmo nome que ganhou o Oscar de melhor curta de animação em 2005. Tim Burton se apaixonou pela idéia e pela técnica que mistura stop-motion e computação gráfica e decidiu bancar o projeto do filme. Fiz varios paralelos ao ultimo filme do Spike Jonze, Onde Vivem os Monstros. Uma história sobre o ser humano e a vida e a vida dentro de nós mesmos. As imagens sao violentas e belas, um tom apocaliptico e personagens interessantes. Ovelha recomenda fortemente. O filme tem vozes do nosso amigo Frodo (Elijah Wood), Jennifer Connelly, John C. Reilly e Cristopher Plummer.


Distrito 9. Fui com o pé lá atras, amigos que viram o filme o detestaram e o desdenharam. Na minha opinião existem duas boas experiências de cinema : quando você vai sem pretensao nenhuma e se surpreende e quando alguém fala muito mal e você se surpreende. Distrito 9 é baseado num curta-metragem produzido por Peter Jackson de Senhor dos Anéis e o curta deu tão certo que apostaram num filme. A história conta sobre a chegada de uma nave alienigena em Joanesburgo, Africa do Sul. Os Aliens começam a viver junto dos humanos nos sowetos da cidade mas em razão de uma discriminação cega, sao isolados em um área chamada Distrito 9. Isso é só o mote, a história é genial. Alguns criticos fizeram paralelos da história com a discriminação que os homossexuais sofrem até hoje. Eu acho que vale para toda e qualquer discriminação cega e burra. Filmaço.


Post Grad. Tou cansado de ver brasileito falar mal do Santoro. Brasileiro fala mal de todos seus astros, vai desde o Guga, passa pelo Rubinho e acaba no Santoro. Se o Guga nao é Federer, metem a boca. Se o Rubinho nao é Senna, metem a boca. Se o Santoro nao é Brad Pitt, metem a boca em tudo que faz. O cara saiu fora das novelas, porra! E foi tentar papéis muito mais interessantes no cinema, acabou de fazer os dois filmes do Che do Stephen Soderbergh. Palmas pra ele, que pra mim é melhor que o Selton Mello cheio de vicios em todos os seus personagens. O filme é uma comédia romântica bem tolinha e boba e o Santoro faz o papel de um brazuca boa pinta que sabe saborear a vida. Como filme nao vale. Quanto ao desempenho do Santoro, normal.


À deriva.
Novo filme do Heitor Dhalia, diretor de Nina e Cheiro do Ralo. Ele quis fazer um filme de autor, meio auto-biográfico, retratar sua infância no litoral. E se não fosse pelas imagens sensacionais, o filme estaria naquele lugar comum que nem fede nem cheira. Tem pinta de filme argentino, começa bem, mas é muita fita pra pouca história. O filme tem a participação de dois astros internacionais: Camilla Belle e Vincent Cassel (que arranha feio no português), mas o destaque foi Débora Bloch que trabalhou muito bem, muito bem mesmo. Aquele filme que se você coloca pra ver depois do almoço de domingo é pior que Video Show, você dorme rapidinho. Vamos torcer para o Heitor Dhalia acertar na próxima, chama o Mutarelli de novo.


J’ai tué ma mère. Filme quebecois que virou febre no ano passado no festival de Cannes. O idealizador do projeto é Xavier Dolan, moleque de 20 anos que torrou todas as suas economias para apostar no seu primeiro filme, um retrato semi-autobiográfico de sua relação com sua mãe. E ele é diretor, ator e produtor do filme, fez tudo sozinho (ou quase), virou celebridade canadense e agora ganhou fundos para seu próximo projeto, que segundo ele vai ser tão forte como primeiro. O novo Almodovar? Quem sabe…o filme é bom, boas atuações, cheio de ódio e amor. Xavier escreveu o roteiro com 16 anos, impressionante. Um excelente filme, ovelha recomenda sem pestanear.



Era uma vez. O filme tem « Porra », « Caralho » e muito mais outros palavrões tradicionais do cinema brasileiro. O filme retrata mais uma história sobre os morros cariocas. Mas eu gostei. Uma história de amor entre uma garota da classe média e um garoto do morro, um Romeu e Julieta carioca. Além do bom roteiro, me impressionou bastante a edição do filme e atuação de Thiago Martins e Rocco Pitanga. O primeiro é um dos que batalharam forte para o filme sair do papel, começou a carreira em Cidade de Deus e ganhou uma vaga na Globo, onde trampa até hoje em novelas. Ainda mora no morro do Cantagalo onde se passa a história e faz parte da organização de atores Nós do Morro. Aqui fica só uma nota: o final teve um vacilo gigante pra deixar o filme sair com um 10 bonito. Final : 7.

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