Archive for April, 2010

O melhor discurso da história do cinema

Posted in Dirty Sheep Cinema with tags , , , , , on April 30, 2010 by gugagessullo

Sangue

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags on April 29, 2010 by gugagessullo

Enter the void

Posted in Dirty Sheep Cinema with tags , , on April 28, 2010 by gugagessullo

Olha só esse filme dirigido pelo Gaspar Noé, que promete muito.

Dois teasers e trailer de cinema.

VAI BRASIL!

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags , , on April 26, 2010 by gugagessullo

A Copa vem aí. E a emoção já começa a tomar conta da gente.

Segue aqui uma propaganda da Coca Cola que usa um trecho da música oficial da Copa do Mundo da África d Sul. Em seguida, a música na integra. Grudenta, pop, mas pega, me bateu uma emoção. Melhor do que o Ricky Martin em 2006, não?

No DVD do ovelha

Posted in Dirty Sheep Cinema with tags , , , , , , on April 26, 2010 by gugagessullo

The Road. O fim do mundo sem efeitos especiais, um retrato cru e pessimista da humanidade. Cormac McCarthy, autor do livro e que também escreveu Onde os Fracos não tem vez, adaptado ao cinema pelos irmãos Cohen, deixa aqui sua marca registrada. Na minha opinião, o pessimismo feroz de McCarthy tem um fundo otimista, vou explicar melhor: o filme trata de um pai e um filho num mundo pós-apocalíptico, onde a natureza não cresce mais e os humanos famintos comem uns aos outros, viramos canibais. Pai e filho caminham em direção ao sul na esperança de encontrar pessoas como eles, que ainda não cederam ao instinto animal, que ainda carregam dentro deles a chama que nos faz humanos. A esperança na humanidade. Um filme simbólico. Num mundo assim, onde ninguém mais confia em ninguém, onde comemos uns aos outros, acreditar no que nos faz humanos é talvez a única saída. O pessimismo que carrega o otimismo. Um dos melhores filmes que vi nos últimos anos, intenso, nervoso, possível, muito mais que os filmes catástrofes e seus heróis que estamos acostumados a ver por aí.

Lemon Tree. O mundo sempre esteve em guerra, principalmente entre israelenses e palestinos. E aí vem um filme que explica a complexidade desse conflito de uma forma simples. Salma é uma viúva palestina que tem uma pequena casa com uma imensa plantação de limoeiros. Ela cresceu ali, aprendeu com o pai a arte de cultivar limões, aquilo é sua vida. E então seu novo vizinho chega, o Ministro de Defesa de Israel. A Força de Segurança Israelense logo declara que os limoeiros de Salma colocam em risco a segurança do ministro e por isso precisam ser derrubados. Salma começa sua cruzada para reverter a situação e salvar a sua plantação, limoeiros que carregavam mais do que limões, a cruzada de Salma simboliza a própria guerra entre os dois povos.

Niemeyer. A vida é um sopro. Documentário sensacional sobre um dos maiores ícones brasileiros da arquitetura. O filme retrata a vida de Niemeyer e seus principais projetos, entre eles Brasília que fez junto de Lúcio Costa. Você pode amar ou odiar Niemeyer, dizem os arquitetos, mas o fato é que é impossível não admirar a sua importância  no Brasil e no mundo. Um visionário, que vê na arquitetura uma forma de arte, arte para a massa.  Eu particularmente não gosto de alguns de seus projetos, mas gosto de outros, e o documentário te dá a chance de entender as razões por trás de tudo. Ainda assim não gosto de algumas coisas que ele fez, mas entendi porque ele fez assim. E Niemeyer é um tiozão com um bom papo, tranqüilo, às vezes muito cheio de si, que odeia críticas. Ele deixou sua marca. A vida é um sopro, mas nunca vai apagar o que ele construiu para contemplarmos, isso é eterno.

The Lovely Bones. Comecei a assistir na melhor das expectativas: Peter Jackson, Mark Walberg, Rachel Weiss, Globo de Ouro. O filme começa bem, um bom tom de suspense e drama familiar, cenas bonitas, mas aí começou o lance todo sobre espiritismo e melou de vez. O filme virou uma novela de Walcyr Carrasco piorada, com toques de outra novela global, A Viagem. Quanto mais o filme se aproxima ao final, pior vai ficando, cada vez mais babaca, historinha boba. O final então, previsível demais. Decepção das grandes, como há tempos eu não tinha com um filme. E o filme é baseado em um livro, fico imaginando aquela ladainha toda detalhada em páginas e páginas. Salvei raras coisas do filme, entre elas a promessa da atriz principal, Saoirse Ronan, e a atuação do Mark Walberg. Quanto a atuação tão comentada do Stanley Tucci, não gostei. Caiu no estereótipo, fácil demais.

Greenberg. Se tem comediante fazendo filme de drama, eu vejo. Foi assim com Jim Carrey em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e com Will Ferrel em Mais Estranho que a Ficção. Gostei muito desses dois filmes, gosto muito de ver os comediantes em papéis sérios, eles trazem outra coisa e mais que isso, eu acho o comediante sempre subestimado pela crítica especializada. E Greenberg traz Bem Stiller no papel de um quarentão que passa por uma crise pessoal. O irmão dele vai viajar a trabalho ao Vietnam e então o convida para tomar conta de sua casa em Los Angeles. E lá, Bem Stiller reencontra seus velhos amigos, antigas namoradas e uma nova possível paixão. Para fugir de sua crise pessoal ele quer mergulhar no “não quero fazer nada no momento”, mas Los Angeles e toda a bagagem que a cidade representa na vida dele não deixam isso acontecer. O filme tem direção de Noah Baumbach, que fez o sensacional A Lula e a Baleia e o mediano Margot and The Wedding. Greenberg está entre os dois, tem grandes momentos, às vezes cansa, mas vale pelos personagens reais e pela reflexão toda em volta deles, de nós mesmos, marca registrada do diretor.

O kiko é tricolor

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags , on April 22, 2010 by gugagessullo

Imagem do dia

Posted in Dirty Sheep General with tags on April 22, 2010 by gugagessullo

Tira

Posted in Dirty Sheep General with tags on April 20, 2010 by gugagessullo

Aigre piquant!

Posted in Dirty Sheep Originals with tags , , on April 19, 2010 by gugagessullo

Fui convidado pelo Daniel Grenier a participar do Souvenir d’enfance aigre-piquant, um projeto de blogueiros francófonos onde cada um escreve um texto de uma lembrança agridoce picante.

O Danny Boy, grande amigo, parceiro, escritor e autor do excelente Mathilde en dernier, fez a tradução do meu texto do português ao francês.

Segue então abaixo a versão original e para ler a versão em francês, clique aqui.

No blog do Danny, você pode encontrar as versões dos outros participantes, todas muito interessantes. Bela iniciativa, gostaria de participar de mais coisas assim.

Aliás, falando em projetos, estou participando de outro com o Danny, o blog Textículos Peludos.

Ainda está meio nebuloso o caminho do blog, o que é sensacional. Um blog que explora o sentimento de culpa? Talvez. E é impressionante a habilidade do quebecois Daniel com a língua portuguesa, vale a pena conferir.

Eu e Elisete e mais ninguém

Venho da classe média de São Paulo. E sou de uma geração onde os homens trabalhavam o dia todo e as suas esposas ficavam em casa. A maioria das famílias era assim, eram raras as mulheres que se aventuravam no mundo machista do trabalho, era mais confortável então ficar em casa: lavar, passar, cozinhar, assistir programas de televisão emburrecedores, novelas, esperar o marido chegar em casa para escutá-lo reclamar do seu dia. E então quase toda família de classe média tinha uma empregada, uma mulher que ajudava as donas de casa nos serviços domésticos. Na minha casa éramos três moleques, na verdade quatro, pois meu pai também não ajudava em nada, chegava em casa cansado, comia, deixava o prato sujo na pia, jogava as roupas no chão do banheiro, tomava um banho e ia para o sofá ver um jogo de futebol. Eu e meus irmãos acompanhávamos meu pai e minha mãe e sua empregada ficavam lá na cozinha, deixando tudo limpo para a labuta que começava bem cedo no dia seguinte. Às seis da manhã minha mãe já estava de pé, ia à padaria comprar pão e voltava para espremer laranjas para o suco do meu pai, que tinha sempre de estar bem gelado quando ele acordasse. E eu me lembro da Elisete, a empregada da minha mãe. Ela também acordava as seis da manhã, ela tinha um quartinho na área de serviços de casa, sua cama, suas coisas, ela ficava ali a semana toda e aos fins de semana voltava para sua casa de verdade nos subúrbios da cidade. Elisete tinha peitões incríveis. Eu voltava da escola e ficava circundando Elisete, perguntando coisas para ela, observando-a trabalhar, espiando seus peitões balançarem enquanto passava minhas cuecas. Rafa, meu irmão caçula ainda era muito pequeno para entender aquilo e o Léo, o mais velho, era um adolescente que já tinha suas namoradinhas de verdade e um quarto só dele onde ficava trancado a tarde toda brincando com seus hormônios. E eu tinha uns dez anos, não queria mais saber de brinquedos e então Elisete e seus peitões me interessavam demais. Eu me lembro que no meio da tarde a Elisete ia descansar um pouco no seu quartinho, assistir TV, tricotar e eu pedia para ficar ali com ela, sentado no pé da cama, bem comportado. Elisete ria com os programas de auditório e eu só achava graça nos seus peitos. Eu queria olhá-los de verdade, tocá-los, mas eu temia que Elisete me repreendesse, que ela contasse para minha mãe que ia esperar meu pai chegar e contar para ele e enfim eu tomaria uma surra das grandes. Mas a surra valia a pena. Acho que foi a primeira coisa que aprendi como homem, que vale a pena uma boa surra para ver uns peitões. Então cheguei um dia da escola decidido. No meio da tarde Elisete entrou no seu quarto e eu entrei em seguida, minha mãe estava longe e aí eu disse “Elisete, posso ver seus peitos?”. Ela deu uma risada, passou a mão nos meus cabelos e assim de repente tirou sua blusa. Meus olhos estalaram e ela então tirou o sutiã. Os peitos maravilhosos de Elisete brotaram na minha frente, ficaram ali firmes e dançantes por alguns segundos. Ela se vestiu novamente e disse “Não conte nada à sua mãe”. Aquele então era o nosso segredo. E assim foi, todas as tardes, por alguns poucos segundos. Eu e Elisete e mais ninguém.

É assim, mais ou menos assim.

Posted in Dirty Sheep Loves it! with tags , , on April 16, 2010 by gugagessullo