Archive for January, 2011

I wish I was a fisherman…

Posted in Dirty Sheep Music with tags , on January 28, 2011 by gugagessullo

I wish I was a fisherman
tumblin’ on the seas
far away from dry land
and it’s bitter memories
castin’ out my sweet line
with abandonment and love
no ceiling bearin’ down on me
save the starry sky above
with light in my head
with you in my arms…
i wish i was the brakeman
on a hurtlin fevered train
crashin head long into the heartland
like a cannon in the rain
with the feelin of the sleepers
and the burnin of the coal
countin the towns flashin by
and a night that’s full of soul
with light in my head
with you in my arms…

And I know I will be loosened
from the bonds that hold me fast
and the chains all around me
will fall away at last
and on that grand and fateful day
I will take thee in my hand
I will ride on a train
I will be the fisherman
With light in my head
You in my arms…

Light in my head
You in my arms…

Light in my head
You…

With light in my head
You in my arms…

The Do – On my shoulders

Posted in Dirty Sheep Music with tags , , on January 26, 2011 by gugagessullo

Sovacos, cotoveladas e boas risadas.

Posted in Dirty Sheep Originals with tags , , , , , , , on January 14, 2011 by gugagessullo

Lembro bem da primeira vez que tomei um busao na vida, foi uma aventura. Eu, minha mae e meu irmao mais novo indo para a escola, eu com um pé de tenis nas maos aprendendo a dar o laço. Eu tinha sei la, uns 6 anos. E me lembro também do metro, rapido, embaixo da terra, coisa que criança adora, gostei tanto que pedia constantemente para minha mae me levar para passear. E ai a gente cresceu e pra variar tudo mudou. O transporte publico deixou de ser divertido e se tornou o caminho da luta. O caminho do trabalho. Centenas de pessoas em vagoes lotados, espremidas, mal-humoradas, desconhecidas, sofrendo o silêncio que antecede a chegada ao trabalho, atenuando o sofrimento com livros, jornais e mp3 players, cada um com uma historia diferente, com seu proprio caminho. O transporte publico hoje me incomoda um pouco, olho aquele universo de pessoas embarcando e desembarcando, pequenas maquinas descartaveis que fazem a maquina girar. Quando um batalhao desce, outro sobe, quando um sobe, outro desce, girar sem parar. É engraçado pensar que num mesmo vagao estao pessoas de sexo, raça, gostos, desejos, medos e sonhos diferentes, dividindo um momento juntas. É como o transito. No fundo no fundo, ver um mar de pessoas, um mar de carros te da aquela sensaçao que você nao esta sozinho nessa, somos todos companheiros de luta, cordeirinhos do capitalismo, entramos nos carros, nos onibus, nos vagoes de metro com o bolso vazio e voltamos pra casa com ele mais ou menos cheio, mais ou menos contentes.

 

O transporte publico me faz também dar boas risadas, que situaçao inocua é essa de estar em meio a estranhos, nao é? Outro dia entrei num vagao e avistei um amigo. Ele estava la do outro lado, pensei até em chama-lo pelo nome, atravessar o mar de pessoas na braçada mesmo, remando contra a correnteza, mas ele estava com seus fones na orelha. Olhei pra ele e comecei a dar risada, ele estava la parado segurando no poste em meio a braços, maos, cangotes, orelhas, cabelos, olhares cruzados, bafos quentes na nuca, perdigotos, cotoveladas, pisoes no pé, empurroes, rostos matinais emburrecidos, livros e jornais que teimavam continuar abertos, mochilas, bolsas, uma verdadeira apoteose do samba.  Olhei para ele e um braço cortava sua visao, uma menina se esticava toda para segurar no mesmo poste. Se o braço fosse gente, dava pra começar a bater um papo com ele, fazer amizade, trocar telefones, chamar pra sair, um braço-camarada. Do seu lado esquerdo um executivo tentava ler, a orelha do livro quase se fincava no sovaco do meu amigo, parecia procurar um abrigo, um refugio no meio daquela confusao. E atras dele duas pessoas falavam apressadamente esbaforindo reclamaçoes do chefe, assunto que nao lhe convinha, bem no seu cangote. Na frente do meu amigo vi uma senhora sentada olhando tudo aquilo com certo repudio, como se presenciasse uma orgia em praça publica.  A velha senhora fazia parte daquelas pessoas mais favorecidas, que conseguiram um baquinho para se sentar e que te olham algumas vezes com desprezo, do tipo “eu tou bem aqui, sentada e confortavel, você vacilou”. Nao, nao é verdade meu amigo ou minha amiga, vocês estao sentados em uma banqueta dura, provavelmente ja bem aquecida por outras bundas, nada ergônomica, em posiçao perigosa porque se aquele trem pega fogo e todo mundo tem de evacuar existe uma grande possibilidade que você vai morrer pisoteado. Melhor em pé, com a massa, na cotovelada pela sobrevivência. E de repente meu amigo me viu. Olhou pra mim e consentiu com o que eu estava vendo, ele deve ter visto o mesmo de la pra ca. Começamos a dar risada igual dois loucos um em cada ponta do vagao. Eu e ele rindo forte do lado da orelha de outro alguém. Entao o trem parou, era minha hora de descer. Fechei a cara, levantei a asa e sai pedindo licença. Quase na porta levantei meu braço e saudei meu amigo. Quando o braço levantou, acertei um golpe de jeito na orelha de alguém. Acontece.

O abuso do patrao

Posted in Dirty Sheep Originals with tags , , , , , on January 11, 2011 by gugagessullo

O corpo humano é uma màquina, um organismo vivo que trabalha em funçao do patrao. Imagine o corpo humano como uma empresa, você é quem manda e todo mundo la dentro trabalha por você. E  como em toda empresa, quando o patrao abusa, os funcionarios ficam irritados.

 

O motim comecou no Domingo de manha, mas nao dei bola, fiz vista grossa, apesar de ja sentir que o negocio estava turbulento. Domingao acordei, depois de um fim de semana repleto de excessos no qual antecederam alguns outros dias de excesso, e fui almoçar na casa de um amigo sérvio: um banquete de frios, carne de porco, pimentas em conserva, bolo de fuba, pudim de leite e muita cerveja. Enfim, dei uma de patrao filho da puta e mandei todo mundo dentro de mim trabalhar.

 

Bom, imagina você na mesma situaçao: domingao, sentado no sofa vendo tv com a familia, esperando a hora passar, descansando, relaxando depois de uma semana de trabalho intenso, cheia de horas extras e trabalhos de ultima hora. Ai você recebe um telefonema do patrao te chamando pro trabalho, coisa pesada, coisa séria, coisa que nao da pra deixar pra segunda. É obvio que você recebe a noticia esbaforido de odio, xingando teu chefe de tudo quanto é nome. E la vai você pro escritorio. Quando chega, ta todo mundo la, o patrao filho da puta botou todo mundo na fogueira para resolver seus proprios problemas.

 

Imagine isso dentro do meu corpo. Imagine as minhas enzimas recebendo esse chamado domingao a tarde, depois da minha refeiçao de glutao na casa do sérvio e uma bagagem de dias de excesso. Estavam todas elas la, sentadas no sofa, brincando com seus filhos, de pijama, esperando o Fantastico, dia de descanso, quando eu chamo todo mundo pro batente. A enzima enfurecida atende ao pedido do patrao, afinal sou eu que pago o salario dela, que bota comida na mesa dela. Quando ela chega, ta tudo cagado : o alarme vermelho apitandos em parar, sirenes de urgência pelo corpo todo, enzimas correndo igual loucas para resolver a situaçao, o estomago dilatado, nervoso, explodindo. É salame, mortadela, roti de porco, pimenta, refrigerante, cerveja, doces, tudo aquilo misturado, mal-mastigado, jogado no meu estomago que sofre, que berra, que clama por ajuda. É problema que nao acaba mais, gases que explodem em todo lugar, o maquinario pifando, tudo funcionando mal.

 

Imagino todas minhas enzimas colocando o capacete, pegando as ferramentas de trabalho, todas elas bufando, frustadas, olhando com raiva para o bolo alimentar. « Vamos ter de nos enfiar ai no meio e separar o que é bom e nao é bom pro patrao ». Isso mesmo, entrar naquele bolo de merda e  tentar encontrar bons nutrientes pra minha saude, limpar a bagunça, jogar o lixo pro intestino, um trabalho arduo, de horas a fio, um domingo perdido.

 

Pois nao posso culpar entao, o que aconteceu depois disso. Tenho a absoluta certeza que minhas enzimas enfurecidas decidiram fazer um motim contra minha pessoa. Imagino a enzima-chefe no alto da boca do estomago clamando para todas as outras la embaixo :

 

          Vamos trabalhar o cacete! Vamos é foder mais ainda esse filho da puta!

 

E aquilo foi um grito de liberdade para todas elas, um grito rebelde, um basta ao abuso do patrao.

 

          Peguem o que der pra aproveitar desse bolo todo. O que nao der, joga tudo na lixeira, deixa o intestino do patrao resolver o problema. O cara que se cague nas calças amanha!

          Isso! É isso! – gritaram todas elas

          E o que a gente faz com a gordura? – perguntou uma enzima inocente.

          Eu nao vou acordar ninguém pra fazer essa porra queimar. Enxota toda a gordura na parte abdominal do filho da puta ! – berrou a enzima-chefe.

          Isso ! É isso mesmo ! – gritaram ainda mais forte todas elas.

          E sabe o que mais minhas amigas ?

          O que?! O que?!

          Vamos liberar o suco gastrico! Abre a valvula ai embaixo e deixa o acido comer dentro do estomago. Vamos todas pra casa descansar!

 

Acordei na segunda-feira com uma dor de cabeça terrivel, uma gastrite avassaladora e o frango batendo asa na cueca. Uma caganeira que me fazia suar frio. Acordei puto e mal-humorado, enquanto minhas enzimas riam de mim e dormiam até mais tarde.

Tiozão firmeza

Posted in Dirty Sheep Music with tags , , , on January 4, 2011 by gugagessullo

Essa é sua voz…depois de tomar um litro de whisky, fumar dois charutos baianos e 3 maços de cigarro,

A do Dave Van Ronk é natural.

Solta o ronco!

2010 in review

Posted in Dirty Sheep Loves it! on January 2, 2011 by gugagessullo

The stats helper monkeys at WordPress.com mulled over how this blog did in 2010, and here’s a high level summary of its overall blog health:

Healthy blog!

The Blog-Health-o-Meter™ reads Wow.

Crunchy numbers

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About 3 million people visit the Taj Mahal every year. This blog was viewed about 41,000 times in 2010. If it were the Taj Mahal, it would take about 5 days for that many people to see it.

 

In 2010, there were 166 new posts, growing the total archive of this blog to 413 posts. There were 83 pictures uploaded, taking up a total of 5mb. That’s about 2 pictures per week.

The busiest day of the year was June 13th with 254 views. The most popular post that day was brody-dalle-distillers1.

Where did they come from?

The top referring sites in 2010 were sainthenri.blogspot.com, rodrigovf.wordpress.com, facebook.com, Google Reader, and en.wordpress.com.

Some visitors came searching, mostly for brody dalle, pj harvey, distillers, granja, and garçom.

Attractions in 2010

These are the posts and pages that got the most views in 2010.

1

Mulheres de atitude – Brody Dalle April 2009
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Frango de ganja não dorme. February 2010

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Garoto January 2010
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