Archive for the DIRTY ATTITUDE WOMAN! Category

Chapman e DiFranco.

Posted in DIRTY ATTITUDE WOMAN! with tags , on August 17, 2009 by gugagessullo

Tracy Chapman e Ani Difranco tem uma semelhança especial para mim: duas artistas engajadas que tramsmitem isso sozinhas com um violão na mão.  

Depois do sucesso estrondoso do seu 1º disco, Tracy Chapman dedicou sua carreira a quem decidiu realmente a acompanhar. Tem gente que acha que ela encerrou a carreira quando a novela Vale Tudo da Globo terminou (Baby Can I Hold You, lembram desta?). Quem parou de ver novelas, viu que Tracy continua indo, disco atrás de disco em intervalos razoáveis, às vezes puxando mais pro rock, às vezes mais pro pop, às vezes mais pro soul e r&b, às vezes para os três ao mesmo tempo. E sua voz é inconfundível. Ou até confundível. “Com a de um homem”, como a rotularam no início da carreira, além dos boatos de que era homossexual. E ela com toda razão fechou a boca em relação a isso e deixou o vozeirão livre  só nas suas músicas.

 

A outra já é mais porra loca, ícone do feminismo norte-americano dos anos 90, uma das pioneiras a abordar abertamente na música suas opções sexuais. Bissexual, como ela mesma se definiu e declarou na canção In or Out. E quando Ani DiFranco decidiu se casar com um homem, milhares de suas fãs lésbicas a abandonaram, como uma punk que havia traído o movimento. Bom, tolas foram as “meninas” por que a agora,esposa Ani Difranco continua disco atrás de disco com seu estilo único, prolixo e aberto. Mais de 20 álbuns até hoje.


Mulheres de atitude – Nina Simone

Posted in DIRTY ATTITUDE WOMAN! with tags on June 7, 2009 by gugagessullo

nina-simone_1Nina Simone tem aquela voz de arrebentar corações, performances viscerais capazes de dissecar emoções. Desde pequena adorava Blues, a música do diabo, e cantava em cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City escondida dos pais, pastores metodistas, conservadores.


 

Foi uma das primeiras estudantes negras a ser admitida na renomada Juilliard School of Music. Foi uma das pioneiras porta-vozes contra o racismo mesmo que perseguida por isso. Foi violentada, espancada pelo marido diversas vezes e também botou a boca no trombone.

Na música, experimentou diversos estilos: blues, gospel, soul, folk, jazz e até se aventurou em algumas canções rock. Sua voz pode ser rouca, densa e ao mesmo tempo doce, romântica, triste.


 

Alcançou o estrelato, mas recusou ser vedete da mídia e das gravadoras. Se sentia manipulada pelo show business e decidiu largar mão de tudo e ir embora para Barbados. Viveu na Libéria, Suíça, Paris, Holanda e finalmente se assentou no sul da França.


 

Depois voltou, claro, cantar era sua vida. E voltou com os holofotes que merecia, pela arte, pela história, pelas lutas. Participou de diversos festivais, lançou mais discos e todos sempre elogiados, seguiu pelo mundo levando sua voz. E Nina morreu dormindo, silenciosa. Sua voz ainda grita por aqui, sempre.



Mulheres de Atitude – PJ Harvey

Posted in DIRTY ATTITUDE WOMAN! with tags on May 3, 2009 by gugagessullo

 

pj-harvey22Eu acompanho a carreira de PJ Harvey há um bom tempo já, mas foi o Léo Lessa quem me impulsionou a entrar de cabeça no universo de sua música. E como é bom. PJ Harvey é a dama do rock, mulher sempre fora dos holofotes da mídia, artista genuína, vem com raiva, vem com calma, vem sempre trazendo algo de novo, é daquelas artistas inquietas. Se minha vida tivesse uma trilha sonora, PJ Harvey tinha duas ou três faixas garantidas.

 Polly Jean Harvey nasceu em 1969 numa pequena cidade da Inglaterra. E lá, a pequena Polly trabalhava na propriedade rural da família. Sua principal tarefa? Castrar ovelhas. E ouvir blues. Sua família colocou PJ desde pequena em contato com a música.

A carreira de PJ Harvey é algo que não se pode rotular de nada. Começou no inicio dos anos 90 com álbuns pesados, agressivos. Dry, seu primeiro trabalho explora temas complexos do universo feminino de forma crua e direta. E o seguinte, Rid Of Me, um dos mais importantes e influentes trabalhos da sua carreira, tem uma atmosfera pesada e canções sobre possessividade, loucura e vários temas de comportamentos humanos extremos. Foi considerada a musa do grunge. E não gostou do rótulo.

Com To Bring You My Love, PJ chegou ao patamar de um dos maiores ícones da década de 90. Experimentou climas mais envolventes e uma sonoridade muito mais complexa e refinada, com influência massiva de blues. Ainda em 1995, lançou um trabalho com John Parish, Dance Hall At Louse Point, uma mistura experimental de blues e folk. Em 1998 lança Is This Desire?, depois Stories From The City, Stories from the Sea, um disco urbano inspirado em Nova Iorque. Thom Yorke, do Radiohead participa deste álbum fazendo backing vocal em duas músicas e um dueto com PJ em “This Mess We’re In”.

Logo em seguida, veio Uh Huh Her, um álbum produzido inteiramente por PJ e muito mais intimista que o anterior. Mais foi com White Chalk, de 2007, que ela decola radicalmente do seu estilo (ou estilos). White Chalk é sem guitarra, cheio de baladas em piano. E é isso que torna esta artista uma mulher de atitude, uma artista genuína.

Este ano, ela acaba de lançar um álbum em parceira com John Parish, A Woman A Man Walked By. É um álbum que eu ainda estou escutando e ainda não tenho uma opinião muito bem formada, mas o primeiro single, Black Hearted Love, é foda e abre o disco dando a entender que PJ quer revistar um pouco do que já fez mas ao mesmo tempo, não. Não sei, difícil de explicar. Difícil de explicar PJ Harvey.

Então, vamos escutar a dama que é o que interessa.

White Chalk do álbum de mesmo nome

C’om Billy do álbum To Bring you my love

Mulheres de atitude – Brody Dalle

Posted in DIRTY ATTITUDE WOMAN! with tags , , on April 26, 2009 by gugagessullo

A partir deste Domingo, comecarei uma série de post com titulo acima. Vai ser uma coisa limitada, com cantoras que admiro ou estou admirando. Um breve resumo da historia e sempre uma musica para fechar. Começo com Brody Dalle. Semana que vem tem Nina Simone ou PJ Harvey, ainda nao sei.


brody-dalle-distillers1Brody Dalle – The Queen of the Stone Ages.


Conheci Brody Dalle através de um revista. Hoje, ela é casada com Josh Hommes, vocalista do Queens of the Stone Age. Mas voltando pro começo, Dalle era um garota punk rock que num festival na Australia, seu País, conheceu Tim Amstrong, vocalista da banda Rancid.


Bom, eles se apaixonaram e se casaram. E mudaram para Los Angeles, onde ela formou o grupo The Distillers, que na minha opiniao é uma bandinha punk rock tosca de adolescente, mas eles foram até comparados ao Hole e Brody, à Courtney Love. A banda durou até o terceiro album, tocaram no Lollapalooza, e depois do split, ela e Tim Amstrong também deixaram de se amar.


Foi ai que as coisas começaram a ficar interessantes. Brody Dalle casou com Josh Hommes e formou a banda Spinnerette, que é bem boa. Entre os membros esta Jack Irons, ex baterista do Red Hot Chilli Peppers e Pearl Jam. Mas enquanto o album de estréia da banda nao fica pronto, ela fez uns bicos com o Eagles of Death Metal e participou de duas musicas do Queens of the Stone AgeYou Got a Killer Scene There, Man do album Lullabies to Paralyze e Make it wit chu do ultimo Era Vulgaris.


Eu li algumas entrevistas dela, mulher de atitude. E no palco, ela é fenomenal, além de charmosa e toda tatuada.

O 1o album dos Spinnerette sai agora em Maio, entao vale a pena ficar de ouvidos abertos.


Segue o 1o single deles abaixo, Guetto Love.